"The Dance of the Almee" - Quadro Orientalista de Jean-Leon Gerome

A dança é uma das mais antigas formas de arte. Desde épocas primitivas, homens e mulheres, crianças e velhos dançavam imitando animais e os elementos da natureza que os cercavam. Com o tempo, passaram a acreditar que, ao dançar, eram capazes de atrair boas caças, chuva, sol; a dança passou a ter um conteúdo simbólico, e o homem passou a acreditar em algo mais além da matéria. Sabe-se que primitivamente o conceito de Deus era feminino, associado a grande mãe.

Há vários indícios que mostram a adoração à divindades femininas como parte integrante das tradições sagradas mais antigas. Em alguns desses rituais eram realizadas danças que simbolizavam a origem da vida através de movimentos ondulatórios rítmicos do ventre. Esses rituais de fertilidade, que não eram somente restritos às mulheres mas também à terra e à caça, deram origem a dança do ventre.

O Egito, foi um dos lugares onde a dança do ventre mais se desenvolveu. Num primeiro momento, como um tributo à deusa Ísis e, posteriormente, como parte integrante de festas populares, mostrou-se inteiramente técnica e apurada. Igual senso estético foi desenvolvido em diversas regiões do Oriente Médio. No século VII, o império árabe dominou essas regiões, absorveu a dança, transformou o conceito sagrado e incorporou à sua cultura de forma gloriosa. Nos sete mil anos de história da dança do ventre, ela sofre influências variadas e foi desenvolvida por mulheres de povos diversos como indianos, ciganos e africanos.

O nome correto desta dança é RAKS SHARKI, que quer dizer dança oriental ou dança do oriente. A dança do ventre é a mais feminina e sensual de todas as danças. A mulher, através da música árabe, une seus movimentos, sua expressão e sua sedução, transformando-os, no palco, em sentimentos, que compartilha com seu público.

No mundo árabe, podemos assistir a dança do ventre em lugares distintos. Nas casas de shows, teatros e night-clubs (que geralmente encontram-se em hotéis cinco estrelas), as apresentações são montadas em um palco com conjunto musical, onde a bailarina comanda o show e os músicos. Os músicos sempre estão atentos aos movimentos da bailarina, para que sua música esteja sempre em sintonia com a mesma. A bailarina é sempre vista como uma "rainha".

A dança do ventre ativa os chacras, trazendo energia para o dia-a-dia. Como principais benefícios a dança modela ombros e braços, dando contornos mais definidos; corrige a postura; eleva os seios, favorecendo seu formato; afina a cintura; arredonda e endurece quadril e glúteos; tonifica e desenvolve os músculos da perna; alonga a musculatura; ativa a circulação sangüínea, melhora o funcionamento do aparelho digestivo, dos rins e dos órgãos sexuais.

 

Além dos benefícios para o corpo, é uma ótima terapia, relaxando e trazendo bem estar emocional. Desenvolve também a auto-estima e confiança em si própria. Traz desenvoltura e desinibição, conferindo vaidade e graça a quem a pratica. Proporciona a redescoberta do feminino, com todo o sensualismo que lhe é peculiar.


 
   
 

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